A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (5/11), a segunda fase da Operação Buruburu, que mira o patrimônio de R$ 248 milhões de investigados por envolvimento em um esquema de garimpo ilegal e lavagem de dinheiro na Terra Indígena Yanomami.
Os policiais federais cumprem três mandados de busca e apreensão em Santarém (PA) e Goiânia (GO). O objetivo é atingir financeiramente os investigados e interromper o fluxo e a ocultação de recursos supostamente provenientes das atividades ilícitas.
As investigações apontam que o grupo teria utilizado empresas, cooperativas e terceiros para movimentar e ocultar patrimônio de origem suspeita, com indícios de lavagem de capitais em larga escala.
As medidas judiciais determinadas alcançam bens e valores, incluindo o bloqueio dos ativos financeiros, imóveis, veículos e aeronaves.
Primeira fase
Deflagrada em 2023, a primeira fase da Operação Buruburu teve como foco a investigação de uma organização criminosa suspeita de financiar e oferecer suporte logístico aéreo ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. Na ocasião, pilotos investigados foram alvos de mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva.
Agora, o foco da PF é na identificação e na redução do patrimônio supostamente acumulado por meio dessas atividades.
Fonte: Matrópoles

