O Ministério Público da Bolívia emitiu nessa quarta-feira (30/7) um mandado de prisão para o ex-presidente Evo Morales, sob a acusação de liderar os recentes protestos e bloqueios de estradas que pararam a Bolívia.
O ex-líder sindical, que foi presidente da Bolívia por 13 anos (2006-2019), foi denunciado por:
- insurreição armada contra segurança e soberania do Estado;
- terrorismo;
- atentado contra a segurança dos meios de transporte e dos serviços;
- associação criminosa; e
- instigação pública à prática de crimes.
Também foram denunciados líderes sindicais e de federação camponesa boliviana.
Morales se manifestou após a ordem judicial e afirmou ser vítima de um processo político do governo de Rodrigo Paz.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles
“Buscam responsabilizar-nos pelas mobilizações sociais para ocultar o verdadeiro drama que vive a Bolívia: uma profunda crise econômica e social, fruto de um modelo que abandonou o povo e protege a corrupção […] Não nos intimidarão. Continuaremos lutando junto ao povo, como sempre fizemos, com a convicção de que a Bolívia merece um caminho diferente: o da dignidade, da soberania, da justiça social e da recuperação da esperança para todas e todos”, disse o líder esquerdista.
Hoy el gobierno emite una nueva orden de aprehensión en mi contra, acusándome de supuestos delitos de terrorismo y alzamiento armado. Buscan responsabilizarnos de las movilizaciones sociales para ocultar el verdadero drama que vive Bolivia: una profunda crisis económica y social,…
— Evo Morales Ayma (@evoespueblo) July 29, 2026
Protestos na Bolívia
A Bolívia enfrentou, entre maio e junho, protestos de trabalhadores rurais e da Central Operária Boliviana (COB), principal movimento sindical do país, que bloquearam rodovias contra reformas propostas e resultados do governo de Rodrigo Paz.
Os protestos prolongados geraram uma crise no abastecimento de alimentos e combustíveis em diversas cidades da Bolívia.
Paz chegou a um acordo no fim de junho com a COB, e poucos dias depois, Evo Morales anunciou a suspensão dos bloqueios de rodovias que restavam.
O governo da Bolívia decretou estado de emergência no país logo após o acordo com a COB, o que permitiu um maior poder para lidar com os protestos.
Fonte: Metrópoles

