O homem que invadiu um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) em Curitiba com uma faca e fez mais de 10 crianças reféns sofria de esquizofrenia, informou a Polícia Militar do Paraná (PM-PR). Ele foi morto a tiros pelos agentes na tarde desta sexta-feira (9/10), após mais de três horas de tentativas de negociação.
De acordo com o coronel Alexandre Lopes Dias, que lidera o Comando de Missões Especiais da Polícia Militar do estado, o agressor só pôde ser identificado depois da “neutralização.”
“Após a neutralização conseguimos identificá-lo. Com a identificação dele soubemos que ele sofria de esquizofrenia. Ele não falava nada. Algo conexo para que pudéssemos realmente identificar qual seria a sua real intenção ali ou motivo pelo qual ele estava fazendo aquilo”, afirmou o coronel.
O homem pulou o muro do CMEI e invadiu a unidade na tarde desta sexta-feira. Ao todo, 13 crianças, entre 4 e 5 anos, foram feitas de reféns por mais de três horas.
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do Metrópoles
Segundo o comandante, a decisão de entrar na sala foi tomada quando os policiais perceberam que as crianças estavam sob estresse crescente e que o sequestrador começou a agredi-las verbalmente e a segurá-las de maneira brusca. Ele também teria espalhado um líquido inflamável pelo ambiente e ameaçado atear fogo no local, enquanto segurava um isqueiro.
Durante a entrada dos policiais, o homem tentou pegar uma das crianças e foi baleado, segundo o relato do coronel.
As 13 crianças foram resgatadas sem ferimentos graves. Uma delas apresentava machucados visíveis no rosto, e cinco foram encaminhadas a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), por decisão dos pais. As crianças e suas famílias receberão atendimento médico e psicológico.
Carta à polícia
Ainda segundo o coronel Alexandre Lopes Dias, os policiais encontraram uma carta caída no chão da unidade. A suspeita é de que o documento tenha sido escrito pelo invasor, mas, até o momento, não há informações suficientes para confirmar a autoria nem esclarecer a intenção do texto.

“Essa carta realmente existe. Na hora em que ele entrou no colégio, houve a iniciativa da diretora e dos professores de retirar as demais crianças, e ele acabou deixando cair essa carta”, disse o coronel.
Fonte: Matrópoles

