O grupo militante palestino Hamas anunciou nesta segunda-feira (6/7) a dissolução do “Comitê de Emergência”, órgão que governa a região de Gaza desde 2007. A saída abre espaço para uma administração de transição para o governo civil, composta por tecnocratas palestinos.
Agora, a região deve ser supervisionada pelo Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG, na silga em inglês), iniciativa do Conselho de Paz criado pelo governo dos Estados Unidos com supervisão do Conselho de Segurança da ONU, após o anúncio de cessar-fogo entre o grupo armado Hamas e o Exército de Israel, em outubro de 2025.
Em nota, o Conselho de Paz afirmou que “a avaliação o será guiada por ações, não por promessas, para atender às necessidades críticas do povo de Gaza”, e diz que “as decisões devem ser abrangentes em relação aos requisitos estabelecidos no roteiro para avançar a governança, a segurança e a transição em Gaza”.
O órgão ressalta que todas as armas do grupo Hamas devem ficar sob controle do Comitê Nacional para a Administração de Gaza.
We have taken note of the announcement today regarding the dissolution of the “Emergency Committee” in Gaza. Ultimately, our assessment will be guided by actions, not promises, to meet the critical needs of the people of Gaza. Decisions must be comprehensive with respect to the…
— Board of Peace (@BoardOfPeace) July 6, 2026
A transição a um governo civil está prevista no Plano Abrangente de Paz para Gaza dos EUA e na Resolução 2803 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
O Comissário-Chefe do comitê, Ali Shaath, afirmou que o NCAG “está plenamente preparado para assumir suas responsabilidades nacionais assim que as condições necessárias e as medidas de capacitação para seu trabalho estiverem em vigor”.
O roteiro previsto pelo Conselho de Paz inclui a reconstrução da infraestrutura da Gaza, desarmamento do Hamas e retirada de forças israelenses da região, e a implementação de uma força internacional de paz supervisionada pela ONU.
Fonte: Metrópoles

