O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recolocou a Groenlândia afirmou que a aquisição do território é uma prioridade de segurança nacional para Washington. A Casa Branca confirmou nesta terça-feira (6/1) que o republicano e seus assessores discutem diferentes caminhos para alcançar esse objetivo, incluindo o uso das Forças Armadas.
Segundo o governo Trump, a Groenlândia é vista como estratégica diante da crescente disputa geopolítica no Ártico.
Entre as opções analisadas estariam medidas diplomáticas, econômicas e, em último caso, o uso da força militar — hipótese que Trump não descarta publicamente desde seu primeiro mandato.
As informações foram divulgadas pela Casa Branca em resposta a questionamentos de uma agência de notícias britânica.
No sábado (3/1), o tema voltou a ganhar destaque após Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, publicar uma imagem da Groenlândia coberta pela bandeira norte-americana.
Importância da Groenlândia para Trump
O interesse do republicano pela ilha não é novo. Ainda durante seu governo anterior, Trump manifestou a intenção de anexar a Groenlândia aos Estados Unidos.
Ao retornar à Casa Branca, voltou a defender a ideia, afirmando que o controle do território seria essencial para conter adversários na região polar.
A Groenlândia ocupa uma posição estratégica no Ártico, região cada vez mais disputada por potências globais.
Com o avanço das mudanças climáticas e o derretimento do gelo, rotas marítimas antes inacessíveis começam a se abrir, transformando o Ártico em um corredor comercial e militar relevante entre o Atlântico e o Polo Norte.
Além disso, a ilha possui grandes reservas de minerais de terras raras, essenciais para tecnologias de ponta, como baterias, celulares e veículos elétricos — um mercado hoje amplamente dominado pela China.
Estudos também apontam potencial para reservas de petróleo e gás na plataforma continental da Groenlândia.
Limites legais e políticos
Embora Trump afirme que “há uma boa chance” de os EUA conseguirem a Groenlândia “sem força militar”, uma anexação enfrentaria enormes obstáculos legais e políticos.
A Groenlândia conquistou autonomia em 1979 e, desde 2009, tem o direito de realizar referendos sobre a independência. Apesar disso, a política externa e a defesa seguem sob responsabilidade de Copenhague, e a economia local depende fortemente de subsídios dinamarqueses.
Fonte: Matrópoles

