Pré-candidato ao governo de São Paulo, o deputado Kim Kataguiri (União-SP) afirmou à coluna que o repasse do governo federal para a escola de samba que homenageará o presidente Lula no Carnaval do Rio de Janeiro deveria ser motivo para “parar o país”.
Em entrevista à coluna na quarta-feira (11/2), Kataguiri ressaltou que movimentos de rua não fazem mais a mesma pressão que faziam em 2016, quando o MBL, do qual é um dos criadores, liderou atos pedindo o impeachment de Dilma Rousseff.
Confira a entrevista:
Na visão do deputado, não faltam motivos, entretanto, para grandes manifestações. Ele citou, por exemplo, a aprovação da PEC da Blindagem e do penduricalho extrateto para servidores do Congresso Nacional como razões para protestos.
Kataguiri também apontou como motivo o desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que terá Lula como homenageado e que recebeu incentivo do governo federal para sair na Marquês de Sapucaí no domingo (15/2), primeiro dia do grupo especial no Rio.
“[As manifestações de rua] deveriam ter [o mesmo nível de pressão de 2016]. Na minha avaliação, você ter a aprovação de algo como a PEC da Blindagem, ou supersalário para servidor do Legislativo, ou várias outras coisas, como repasse de R$ 1 milhão para escola de samba — que a gente ingressou com ação no TSE — e agora a própria AGU está falando ‘não mande nenhum ministro, que a gente vai ser condenado no TSE’. O próprio governo está admitindo o caráter eleitoral do desfile da escola de samba. Todos esses escândalos, na minha avaliação, eram razão para parar o país”, diz o deputado.
Na entrevista, Kataguiri citou ainda o Caso Master e a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Dias Toffoli como um dos motivos que deveriam incentivar a população a promover grandes atos de protesto pelo país.
“Infelizmente não estamos num país sério. A gente está em um país em que o Toffoli, que tem irmãos sócios de resort ligados ao Banco Master, está conduzindo o inquérito do Banco Master, e que um ministro da Casa Civil tem uma relação umbilical com Vorcaro e com o sócio do Vorcaro, e ele continua sendo ministro da Casa Civil e ninguém fala nada. Então era motivo de estar entupindo o gramado em frente ao Congresso Nacional e a Praça dos Três Poderes de gente”, afirmou.
A relação de Rui Costa, atual ministro da Casa Civil de Lula, com integrantes da cúpula do Banco Master vem desde o governo da Bahia, quando Costa era governador fez negócios com Augusto Lima, um dos sócios de Daniel Vorcaro dono banco. .
Costa explicou, durante a abertura do Carnaval da Bahia, que fez negócio com Augusto Lima quando governava o estado. O negócio, segundo ele, foi feito ao vender a estatal Ebal, antiga Cesta do Povo, por meio de processo de licitação.
Fonte: Matrópoles






