Tetsuya Yamagami, japonês de 45 anos, foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato do ex-primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe, morto a tiros em 2022.
A sentença foi proferida nesta quarta-feira (21/1), pelo Tribunal de Nara. Em outubro do ano passado, durante uma audiência, Yamagami confessou ter sido o autor do crime: “É verdade que fui eu”.
O caso
- Em julho de 2022, Shinzo Abe, aos 67 anos, foi morto a tiros enquanto discursava em um comício na cidade de Nara;
- Ele foi o primeiro-ministro que ocupou o cargo durante mais tempo no Japão. No dia de seu assassinato, ele ainda exercia grande influência no Partido Liberal Democrático e na direita japonesa;
- Yamagami foi preso em flagrante pelo crime, com a arma na mão – uma espingarda caseira;
- Ex-membro da Marinha japonesa, ele alegou aos policiais que estava “insatisfeito” com o ex-premiê e que queria matá-lo;
- Foram realizadas 15 audiências, de outubro a dezembro de 2025. Na primeira audiência, Yamagami confessou o crime;
- A condenação era dada como certa, e a definição da pena virou o foco do caso.
A decisão atende o pedido da promotoria, que defendia que o homem merecia prisão perpétua pela gravidade de seu ato.
Alegações do réu
Yamagami citou como motivação para o crime um ambiente familiar em dificuldade após sua mãe ter se juntado ao grupo religioso conhecido como Igreja da Unificação, e começado a fazer grandes doações.
O réu disse que começou a planejar vingança contra o grupo depois que seu irmão mais velho, contrário à fé de sua mãe, tirou a própria vida.
Ele disse que escolheu Abe como alvo porque via o ex-primeiro-ministro como uma figura central na conexão entre o grupo religioso e a esfera política do Japão.
Fonte: Metrópoles




