Hungria ameaça cortar gás da Ucrânia por petróleo russo

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A Hungria anunciou que pretende interromper gradualmente o fornecimento de gás natural à Ucrânia até que o fluxo de petróleo russo pelo Oleoduto Druzhba seja restabelecido. A medida, confirmada nesta quarta-feira (25/3), intensifica a crise energética e política entre os dois países em meio à guerra com a Rússia.

“A Ucrânia está bloqueando a operação do oleoduto Druzhba há 30 dias. Até agora, temos nos defendido com sucesso contra a pressão e a chantagem ucranianas”, disse Orbán em um vídeo publicado no Facebook .

O primeiro-ministro Viktor Orbán afirmou que a decisão é uma resposta ao que chamou de “chantagem ucraniana”. Segundo ele, enquanto Kiev não permitir a retomada das entregas de petróleo russo, Budapeste deixará de exportar gás e priorizará o abastecimento interno.

“Para romper o bloqueio de petróleo e garantir o fornecimento seguro de energia para a Hungria, é preciso agir agora. Vamos interromper gradualmente os embarques de gás da Hungria para a Ucrânia e armazenar o gás restante internamente”, declarou.

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1 de 4Klaudia Radecka/NurPhoto via Getty Images
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2 de 4 Beata Zawrzel/NurPhoto via Getty Images
Zelensky, presidente ucraniano, afirmou que a medida pode gerar 100 bilhões de dólares à Rússia
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Zelensky, presidente ucraniano, afirmou que a medida pode gerar 100 bilhões de dólares à Rússia

Artur Widak/NurPhoto via Getty Images

Viktor Orbán, primeiro ministro da Hungria
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Viktor Orbán, primeiro ministro da Hungria

Alan Santos/Presidência da República

Dependência ucraniana

A Ucrânia depende significativamente do gás húngaro para suprir sua demanda energética. Dados do setor indicam que cerca de 45% das importações ucranianas do insumo vieram da Hungria em 2025, número que recuou para 38% no início deste ano.

O possível corte amplia os riscos de desabastecimento em um país que enfrenta danos constantes à infraestrutura por conta do conflito.

A interrupção no fornecimento de petróleo ocorre há quase dois meses, após danos no Druzhba provocados por ataques de drones atribuídos à Rússia. Autoridades ucranianas afirmam que os trabalhos de reparo são dificultados pela continuidade dos ataques, enquanto Hungria e Eslováquia acusam Kiev de atrasar deliberadamente o processo.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky já sinalizou resistência em manter o trânsito de petróleo russo pelo território do país, o que aprofundou o impasse com Budapeste.

A disputa ocorre em um momento delicado, com a guerra entrando em seu quinto ano e elevando a pressão sobre o sistema energético europeu.

Relação conturbada

Recentemente, Orbán tem adotado uma série de medidas contra a Ucrânia, incluindo o bloqueio de um pacote de ajuda da União Europeia e a suspensão de exportações de diesel.

O líder húngaro, considerado um dos principais aliados do Kremlin no bloco, também prometeu vetar novas decisões pró-Kiev enquanto o fluxo de petróleo não for retomado.



Fonte: Metrópoles


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