além de médicos, 4 pessoas foram intimadas a depor

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Além dos dois médicos que deram depoimento sobre as mortes investigadas no Hospital Anchieta, outras quatro pessoas também foram intimadas pela Polícia Civil do DF (PCDF) para dar seus testemunhos. Três técnicos de enfermagem que trabalhavam no hospital foram presos por suspeita de terem praticado três homicídios dentro do hospital.

Segundo o inquérito ao qual o Metrópoles teve acesso, foram convocados inicialmente para depor: o diretor médico corporativo e responsável médico do hospital; o coordenador da UTI do Anchieta, o coordenador de segurança do hospital, o chefe do departamento de enfermagem.

Conforme houver o avanço das investigações, a PCDF pode convocar mais testemunhas para prestar esclarecimentos.

Os nomes dos profissionais foram preservados porque nenhum deles aparece como investigados no inquérito. Uma quarta técnica de enfermagem que não foi presa aparece como investigada no inquérito, mas a PCDF ainda não confirmou a participação desta profissional.

Os médicos do Hospital Anchieta que tiveram as senhas utilizadas pelos três técnicos de enfermagem acusados de matar pacientes na unidade foram ouvidos pela PCDF, na última quinta-feira (22/1).

Os técnicos teriam usado as senhas para prescrever medicamentos, passando-se pelos médicos, e aplicá-los nos pacientes, em doses inadequadas. A Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP), que investiga o caso, deve apurar se as senhas eram livremente compartilhadas entre as equipes ou se os técnicos em enfermagem obtiveram o acesso de forma ilegal.

Os técnicos suspeitos dos crimes são Marcos Vinícius Silva Barbosa, 24 anos, tido como mentor; Amanda Rodrigues de Sousa, 28; e Marcela Camilly Alves da Silva, 22.

Imagens obtidas em primeira mão pelo Metrópoles mostram o trio atuando na Unidade de Terapia Intensiva, manipulando e aplicando medicamentos.

Os pacientes que morreram após a ação dos técnicos são João Clemente Pereira, 63; Marcos Moreira, 33; e Miranilde Pereira da Silva, 75.

Mortes em UTI no DF: além de médicos, 4 pessoas foram intimadas a depor - destaque galeria

Câmeras de segurança do hospital mostram o momento em que o técnico Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, prescreve substância letal
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Câmeras de segurança do hospital mostram o momento em que o técnico Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, prescreve substância letal

Material cedido ao Metrópoles

Técnico foi preso em ação da Polícia Civil do DF após denúncia do Hospital
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Técnico foi preso em ação da Polícia Civil do DF após denúncia do Hospital

Material cedido ao Metrópoles

Três técnicos de enfermagem foram presos após serem flagrados aplicando substância letal em pacientes internados
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Três técnicos de enfermagem foram presos após serem flagrados aplicando substância letal em pacientes internados

Material cedido ao Metrópoles

Três técnicos de enfermagem foram presos após aplicarem substância letal em pacientes
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Três técnicos de enfermagem foram presos após aplicarem substância letal em pacientes

Material cedido ao Metrópoles


Entenda o caso

  • O próprio Hospital Anchieta denunciou a ocorrência às autoridades, após observar circunstâncias atípicas relacionadas aos três pacientes supracitados. “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.
  • A primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada pela PCDF na manhã de 11 de janeiro.
  • Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por ordem judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do DF.
  • Durante as diligências, os policiais recolheram materiais considerados relevantes para a apuração, que passaram a ser analisados pelos investigadores.
  • A polícia busca esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito e a possível participação de outras pessoas.
  • As investigações tiveram novo avanço na última quinta-feira (15/1), com a deflagração da segunda fase da Operação Anúbis.
  • Nesta etapa, a Polícia Civil cumpriu mais um mandado de prisão temporária contra uma investigada e realizou novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.

A investigação deverá indiciar os suspeitos pelos crimes de homicídio doloso qualificado com impossibilidade de defesa da vítima, podendo pegar de 9 a 30 anos de prisão.

Outro lado

  • O advogado Marcus Martins, que defende o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo (foto em destaque), 24 anos, ressaltou que os fatos “estão sendo apurados exclusivamente em sede de inquérito policial” e que, por isso, não há conclusão sobre as denúncias.

“Ressalta-se que não há sentença condenatória, tampouco pronunciamento judicial que reconheça a prática de crime por parte do investigado”, declara. O advogado afirma ainda que “informações divulgadas acerca da vida pessoal do investigado são inverídicas”.

  • O advogado Liomar Torres, que faz a defesa da técnica de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, presa por suspeita de matar pacientes, disse que Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, tentou assassiná-la enquanto ela se recuperava de uma cirurgia bariátrica no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF).

O advogado que faz a defesa de Amanda também informou que ela disse que não participou nem tinha conhecimento dos crimes e que não estaria trabalhando no dia da morte do carteiro Marcos Raymundo, de 33 anos.

  • A advogada de Marcela Camilly, de 22 anos, não foi localizada pela reportagem. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.



Fonte: Matrópoles


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