a Reag e os times de futebol

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O emaranhado de fundos geridos pela Reag, sob investigação por fraude e envolvimento no caso Master, alcança, ao menos, três grandes times de futebol: Corinthians, Palmeiras e Atlético-MG. A relação vai da simples gestão de fundos até postos no alto comando das agremiações e investimentos milionários.

No caso do Corinthians, cabia à Reag gerir o fundo imobiliário da Neo Química Arena, estádio do time paulista. De acordo com informações disponíveis no Banco Central (BC), o fundo contava com R$ 672 milhões em dezembro de 2025.

Com a liquidação extrajudicial da Reag, decretada pelo BC na última quinta-feira (15/1) após a gestora passar a ser investigada no âmbito da operação Compliance Zero, o fundo do estádio do Corinthians ficou sem administração.

Por meio de nota, divulgada na sexta-feira (16/1), o clube informou que adotou providências para substituir a Reag quando a gestora foi alvo da megaoperação que apura o uso dos fundos pelo PCC, em agosto de 2025. A mudança, no entanto, depende de aval da Caixa, principal credora e detentora de garantias sobre a Neo Química Arena.

A relação da Reag com o Palmeiras é bem diferente. Fundador da gestora e também alvo das investigações, João Carlos Mansur é notório torcedor (confira fotos na galeria de imagens) e membro efetivo do Conselho de Orientação e Fiscalização do time. Ostenta o título de o mais votado da história do Palmeiras para ocupar a função. No posto, ele faz parte do grupo de apoio à presidente Leila Pereira. O time ainda não se manifestou sobre o assunto.

Corinthians, Palmeiras e Atlético-MG: a Reag e os times de futebol - destaque galeria

Fundador da Reag, João Carlos Mansur é notório torcedor e membro efetivo do Conselho de Orientação e Fiscalização do Palmeiras
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Fundador da Reag, João Carlos Mansur é notório torcedor e membro efetivo do Conselho de Orientação e Fiscalização do Palmeiras

Reprodução/ Redes sociais

Mansur ao lado de Daniel Vorcaro. O fundador do Banco Master é dono é dono de 20,2% Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético-MG
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Mansur ao lado de Daniel Vorcaro. O fundador do Banco Master é dono é dono de 20,2% Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético-MG

O acordo com o Palmeiras, de R$ 30 milhões por temporada, tem duração de três anos, prorrogáveis para quatro
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O acordo com o Palmeiras, de R$ 30 milhões por temporada, tem duração de três anos, prorrogáveis para quatro

Divulgação/ Palmeiras

Neo Química Arena, estádio do Corinthias, é administrada por fundo gerido pela Reag
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Neo Química Arena, estádio do Corinthias, é administrada por fundo gerido pela Reag

Mauro Horita/Getty Images

Vale lembrar que a Fictor, que tentou comprar o Banco Master na véspera do início de toda a operação envolvendo a instituição financeira, é patrocinadora “master” da categoria de base do Palmeiras. O nome da empresa está, também, estampado na parte traseira do uniforme principal das equipes masculinas e femininas. O patrocínio é de R$ 30 milhões por ano. A Fictor não é alvo das investigações.

O Atlético-MG é o time do coração de outro personagem central: Daniel Vorcaro, dono do Master. Ele também integrava o alto escalão do clube, mas foi afastado após ser preso na primeira fase da operação. Mas de um posto não é possível destituí-lo: de sócio. Vorcaro é dono de 20,2% Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético-MG.

Vorcaro investiu cerca de R$ 300 milhões na compra de participação no clube. As transações foram feitas por meio do Galo Forte Fundo de Investimentos Participações Multiestratégica. O fundo é administrado pela… Reag.

O Galo Forte — referência à torcida do time mineiro — é, inclusive, citado no documento que embasou a operação de busca e apreensão da última quarta-feira (14/1). A investigação aponta que o fundo que comprou participação no clube mineiro teria sido utilizado, também, para desviar recursos.

Ainda é digno de nota que o BRB é patrocinador do Flamengo. A instituição financeira do Distrito Federal também tentou comprar o Master, mas a negociação foi vetada pelo BC. Ao analisar a documentação sobre o negócio, a autarquia identificou uma possível fraude de R$ 12,5 bilhões, que ensejou a primeira fase da operação Compliance Zero.



Fonte: Matrópoles


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