PM admite feminicídio de ex durante audiência: “desculpa para a família”

Compartilhe:


O policial militar Leonardo Alencar admitiu ter atirado e matado a ex-companheira, Gabriela Martins de Almeida, de 32 anos, quando ela estava no carro com uma amiga, na manhã de quarta-feira (30/9) em Jaú, no interior paulista (assista abaixo). A outra vítima também foi ferida e levada à uma unidade de saúde, na qual foi submetida a uma cirurgia.

O PM foi preso em flagrante e, já nas dependência do Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital, participou de uma audiência de custódia, por chamada de vídeo, no início da tarde dessa quinta-feira (1°/10).

Ao ser indagado se gostaria de acrescentar algo sobre sua prisão o PM, cabisbaixo, afirmou:

“Só arrependimento da situação doutora, infelizmente…e foi isso o que aconteceu. Eu não queria que tivesse tido essa situação. Consigo pedir desculpa para a família e pros meus amigos da corporação”.

Como costa em registros da Polícia Civil, Gabriela dormiu na casa da amiga, identificada como Angélica, por medo de Leonardo.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles

Contra ele havia uma medida protetiva desde fevereiro deste ano e, mesmo assim, a vítima se viu obriga a registrar um boletim de ocorrência, de lesão corporal e descumprimento da medida judicial, um dia antes de ser assassinada.

Matou e se entregou

As investigações da Polícia Civil indicam que Leonardo emparelhou o carro que dirigia com o ocupado pelas duas amigas, na Avenida Lauro Fraschetti.

Após atirar e ferir as duas vítimas, ainda conforme a apuração policial, ele se apresentou na 1ª Cia. da PM de Jaú, onde confessou o crime. Ele ainda informou que a arma de fogo que havia usada estava no carro com o qual chegou à base da corporação.

A sobrevivente do ataque foi levada à Santa Casa de Jaú, onde permaneceu em observação após o procedimento cirúrgico.

Leonardo Alencar segue atrás das grades e, durante a audiência de custódia, o Ministério Público de São Paulo solicitou que o flagrante fosse convertido em prisão preventiva. A defesa do PM não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.



Fonte: Matrópoles


Compartilhe:

Related posts