Entenda como funcionária de banco presa agia para desviar milhões de idosos

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Uma funcionária do Banco Santander foi presa por suspeita de desviar R$ 2 milhões de contas de clientes idosos, em Miguelópolis, no interior de São Paulo. As movimentações ilegais ocorreram entre 2024 e 2026.

Segundo a Secretária de Segurança Pública (SSP), um homem, de 56 anos, também foi preso. A Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão preventiva na segunda-feira (28/9).

A funcionária e o homem mantinham um relacionamento amoroso. Ambos são investigados por furto cometido mediante abuso de confiança contra pessoas idosas e vulneráveis.

Como funcionava o esquema

Segundo a investigação, os desvios começaram em 2024. A funcionária do Santander utilizava o cargo para se aproximar dos clientes. Dessa forma, ela conseguia identificar possíveis alvos.

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do Metrópoles SP

Quando a relação de confiança se solidificava, a mulher usava os dados que tinha acesso para fazer movimentações indevidas nas contas dos correntistas.

A investigada sacava o dinheiro em nome das vítimas, depois entregava para o homem, que tinha livre acesso à agência, segundo a polícia.

As autoridades destacam que há indícios de que os dois trabalhavam para lavar o dinheiro com depósito em diversas contas.

O esquema também utilizava casas de jogos e apostas para lavar o dinheiro. Funcionava assim: um dos dois transferia os valores para uma plataforma, dali era simulada uma vitória e ambos faziam com que os “rendimentos” retornassem para a conta dos suspeitos.

Nenhum cliente terá prejuízo, diz Santander

Em nota, o Banco Santander informou que a área de Inteligência está colaborando com as investigações da Polícia Civil de São Paulo “para apurar os fatos e responsabilizar os autores”. A empresa garante que nenhum cliente terá prejuízo financeiro.

Questionados se houve falha do sistema do Santander, o banco garantiu que possui métodos eficazes de prevenção, identificação e coibição a fraudes e “eventuais desvios de conduta.”



Fonte: Matrópoles


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