Em mais um passo na ofensiva contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), o governo Donald Trump aplicou sanções contra a presidente da Corte, Tomoko Akane. A medida foi anunciada nesta terça-feira (18/8) pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
Além de Akane, o advogado sênior de Julgamentos do tribunal, Abdoulaye Seye, também foi alvo de sanções.
Assim como em outras ocasiões, Rubio afirmou que a ação é uma maneira de proteger “americanos de tribunais fraudulentos”, mesmo que o país não reconheça a jurisdição do Tribunal de Haia, como também é chamado o TPI.
Em comunicado, o TPI afirma que as sanções dos EUA “enfraquecem o Estado de direito”. “Quando os atores da Justiça são ameaçados por aplicar a lei, é a ordem jurídica internacional que fica em risco”, diz nota do tribunal.
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do Metrópoles
No último mês o Secretário de Estado norte-americano lançou uma campanha internacional, cujo objetivo é “desmantelar” a Corte Internacional.
O projeto faz parte de uma ofensiva dos EUA contra o TPI, iniciada após Donald Trump reassumir a Casa Branca no início de 2025.
As retaliações de Washington contra o tribunal coincidem com investigações que atingiram diretamente o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O político israelense é alvo de um mandado de prisão de Haia, acusado de cometer crimes de guerra contra palestinos.
Fonte: Metrópoles

