Após acordos com Xi, Putin diz que viagem à China foi “bem-sucedida”

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, encerrou nesta quarta-feira (20/5) a visita oficial de dois dias à China após uma série de encontros com o presidente chinês Xi Jinping, marcados pelo fortalecimento da parceria econômica, energética e geopolítica entre os dois países.

Segundo Putin, a viagem foi “bem-sucedida, intensa e frutífera”. 

Durante a estadia na China, o líder do Kremlin anunciou a assinatura de cerca de 40 documentos bilaterais, sendo ao menos 20 oficializados na presença dos dois líderes.

O principal tema foi o projeto do gasoduto “Força da Sibéria 2”, considerado estratégico para ampliar o fornecimento de gás russo ao mercado chinês.

O Kremlin afirmou que já existe um “entendimento básico” sobre o projeto, embora detalhes finais ainda estejam sendo negociados.

O assessor presidencial russo Yury Ushakov também indicou avanços importantes nas tratativas. Segundo ele, Putin e Xi discutiram “projetos promissores na área de energia” e chegaram a consensos relevantes durante os encontros.

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Putin ao lado de Xi e Kim
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Putin ao lado de Xi e Kim

Sergey Bobylev / RIA Novosti/Anadolu via Getty Images

Putin e Xi Jinping
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Putin e Xi Jinping

Mikhail Svetlov/Getty Images

Vladimir Putin e Xi Jinping
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Vladimir Putin e Xi Jinping

Photo by Kremlin Press Service/Anadolu via Getty Images

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Um mundo multipolar

Os documentos considerados centrais pela delegação russa foram a “Declaração Conjunta da Federação Russa e da República Popular da China sobre o Estabelecimento de um Mundo Multipolar e um Novo Tipo de Relações Internacionais” e outro texto voltado à coordenação diplomática entre os dois países.

Na declaração conjunta, Rússia e China defendem uma reorganização da ordem global baseada na “multipolaridade”, criticam o “hegemonismo” e condenam tentativas de imposição unilateral nas relações internacionais.

O texto afirma que “a hegemonia global é inaceitável” e sustenta que nenhum país ou grupo de países deve “controlar os assuntos internacionais” ou “ditar o destino de outros Estados”.

Os dois governos também criticaram sanções unilaterais, confrontos entre blocos militares e o que classificaram como tendências “neocoloniais” nas relações internacionais.

Outro ponto destacado no documento foi a defesa da chamada “segurança indivisível”, conceito frequentemente utilizado por Moscou para criticar a expansão de alianças militares ocidentais, como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Rússia e China também defenderam reformas no sistema internacional para ampliar o peso político de países em desenvolvimento e reforçaram o apoio ao multilateralismo e ao fortalecimento da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo Ushakov, momentos informais, como o aguardado chá realizado entre Putin e Xi Jinping, tiveram papel relevante nas negociações.

O assessor afirmou anteriormente que, na tradição diplomática chinesa, “dar um passeio e tomar uma xícara de chá” costuma ser o espaço onde decisões importantes são tomadas.



Fonte: Metrópoles


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